Sara Targ, Advogado

Sara Targ

Rio Novo/mg

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Sara Targ, Advogado
Sara Targ
Comentário · há 11 anos
Como sou sócia de escritório há 20 anos, servidora pública federal aposentada e professora de Direito em instituição pública, e, portanto, atuante em frentes jurídicas diversas, manifesto total repúdio a esses “profissionais da indústria das ações” - não só os advogados, sabemos - que exploram a carência, a hipossuficiência econômica-social, a pouca ou nenhuma educação de cidadãos brasileiros, pobres, trabalhadores, há muito “negligenciados” pelos seus governos locais e federal.

Quando se trata da representação jurídica em questões de direitos humanos, direito à vida, à saúde, à educação e ao trabalho (incluindo as questões previdenciárias), o Código de Ética, especialmente, se soma e se submete aos termos da
Constituição Brasileira, e, nesse sentido, nossa “missão” se assemelha à dos médicos e educadores, chegando a se equiparar a um sacerdócio. A advocacia não é uma profissão “comum”: pode construir ou destruir direitos. Isso é praticar a ética, a solidariedade, é ser moral...muito além de ser só profissional.

Por outro lado - como advogado é pessoa, tem que sustentar a si e sua família, que merece e deve ser remunerada dignamente, é necessário arejar e modernizar sua atuação e sua relação nas diversas áreas.

Daí, a importância de ser levantada a discussão dos níveis de cobrança e pagamento das verbas honorárias, agora, já, imediatamente, para esclarecer o futuro dos profissionais. Cabe a direção da OAB tal iniciativa - creio que tenha consciência, não ingerir tão somente na defesa dos seus profissionais em “denúncia” específica.

Aos prezados colegas que se manifestaram em favor de que a “cobrança de honorários” deva ser livre, em nome da autonomia contratual, alerto que o exercício da nossa profissão, em qualquer de suas “especialidades”, isto, segundo a ética, vai muito além da tal natureza contratual nas relações com nossos “clientes”.

Notem que, querendo ou não, segundo os ditos populares, advogados são considerados “caras espertos”, mas, com o tipo de evento e publicidade dessa matéria jornalística, bem outros casos que se tem notícia, serão taxados de malandros e até de estelionatários, um desprestígio à classe.

Daí, a importância de ser levantada a discussão dos níveis de cobrança, casos de cobrança abusiva e formas de pagamento das verbas honorárias, agora, já, imediatamente, para esclarecer o futuro dos profissionais. Cabe a OAB tal iniciativa, preventivamente, não só a defesa dos seus profissionais em “denúncia” específica!

No que refere a cobrança de honorários de advogado, concordo com aqueles que se manifestaram para que os dirigentes da OAB, que ora se manifestam exclusivamente para afirmar, em síntese, que nem todos os advogados são desonestos e que “defendem uma rigorosa e profunda investigação, para a punição dos profissionais e eventualmente envolvidos”, passem a enxergar e tratar a advocacia como atividade de mercado, e deixem que as regras a ele inerentes sejam aplicadas, mas, entendo que, desde que seu exercício não fira a ética, a moral, conjugadas aos princípios constitucionais.

Quanto à reportagem, como sempre acontece na TV Globo na maioria de suas manchetes jornalísticas, é rasa, joga o problema no ar, mas não se aprofunda nas questões recorrentes, passa ao largo do cerne do problema - no caso, aposentadorias e pensões e a crise previdenciária, problemas na gestão do INSS... que levam o cidadão ao desespero e certos profissionais, entre eles certos advogados, a se aproveitarem, indevidamente, como ilustra a matéria editada no “Fantástico” de 25/01/2015, dessa situação absurda do trabalhador rural brasileiro.

Considero muito interessante a indicação do assinante Wagner Francesco, do livro do Michael Sandel - "Justiça: O que é fazer a coisa certa?", para reflexão.

Por fim, “(...) é muito difícil você vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.” – por Ariano Suassuna, advogado, professor e escritor.

Espero, em especial os nossos colegas advogados, todos reflitamos sobre o juramento que fizemos para o exercício profissional, pois, muito mais que isso, há o compromisso humano de representar pela dignidade, pela justiça e por um Brasil melhor.
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Sara Targ, Advogado
Sara Targ
Comentário · há 11 anos
1. Como sou sócia de escritório, servidora pública federal aposentada e professora de Direito em instituição pública, e, portanto, atuante em frentes jurídicas diversas, manifesto total repúdio a esses “profissionais da indústria das ações” - não só os advogados, sabemos - que exploram a carência, a hipossuficiência econômica-social, a pouca ou nenhuma educação de cidadãos brasileiros, pobres, trabalhadores, há muito “negligenciados” pelos seus governos locais e federal.

2. Quando se trata da representação jurídica em questões de direitos humanos, direito à vida, à saúde, à educação e ao trabalho (incluindo as questões previdenciárias), o Código de Ética, especialmente, se soma e se submete aos termos da
Constituição Brasileira, e, nesse sentido, nossa “missão” se assemelha à dos médicos e educadores, chegando a se equiparar a um sacerdócio. A advocacia não é uma profissão “comum”: pode construir ou destruir direitos.

3. Por outro lado - como advogado é pessoa, tem que sustentar a si e sua família, que merece e deve ser remunerada dignamente, é necessário arejar e modernizar sua atuação e sua relação nas diversas áreas.

4. Daí, a importância de ser levantada a discussão dos níveis de cobrança e pagamento das verbas honorárias, agora, já, imediatamente, para esclarecer o futuro dos profissionais. Cabe a direção da OAB tal iniciativa - creio que tenha consciência, não ingerir tão somente na defesa dos seus profissionais em “denúncia” específica.

5. Aos prezados colegas que se manifestaram em favor de que a “cobrança de honorários” deva ser livre, em nome da autonomia contratual, alerto que o exercício da nossa profissão, em qualquer de suas “especialidades”, isto, segundo a ética, vai muito além da tal natureza contratual nas relações com nossos “clientes”.

6. Notem que, querendo ou não, segundo os ditos populares, advogados são considerados “caras espertos”, mas, com o tipo de evento e publicidade dessa matéria jornalística, bem outros casos que se tem notícia, serão taxados de malandros e até de estelionatários, um desprestígio à classe.

7. Daí, a importância de ser levantada a discussão dos níveis de cobrança, casos de cobrança abusiva e formas de pagamento das verbas honorárias, agora, já, imediatamente, para esclarecer o futuro dos profissionais. Cabe a OAB tal iniciativa, preventivamente, não só a defesa dos seus profissionais em “denúncia” específica!

8. No que refere a cobrança de honorários de advogado, concordo com aqueles que se manifestaram para que os dirigentes da OAB, que ora se manifestam exclusivamente para afirmar, em síntese, que nem todos os advogados são desonestos e que “defendem uma rigorosa e profunda investigação, para a punição dos profissionais e eventualmente envolvidos”, passem a enxergar e tratar a advocacia como atividade de mercado, e deixem que as regras a ele inerentes sejam aplicadas, mas, entendo que, desde que seu exercício não fira a ética, a moral, conjugadas aos princípios constitucionais.

9. Quanto à reportagem, como sempre acontece na TV Globo na maioria de suas manchetes jornalísticas, é rasa, joga o problema no ar, mas não se aprofunda nas questões recorrentes, passa ao largo do cerne do problema - no caso, aposentadorias e pensões e a crise previdenciária, problemas na gestão do INSS... que levam o cidadão ao desespero e certos profissionais, entre eles certos advogados, a se aproveitarem, indevidamente, como ilustra a matéria editada no “Fantástico” de 25/01/2015, dessa situação absurda do trabalhador rural brasileiro.

10. Considero muito interessante a indicação do assinante Wagner Francesco, do livro do Michael Sandel - "Justiça: O que é fazer a coisa certa?", para reflexão.

11. Por fim, “(...) é muito difícil você vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.” – por Ariano Suassuna, advogado, professor e escritor.

12. Espero, que especialmente os nossos colegas advogados, todos reflitamos sobre o juramento que fizemos para o exercício profissional, pois, muito mais que isso, há o compromisso humano de representar pela dignidade, pela justiça e por um Brasil melhor.
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Sara Targ, Advogado
Sara Targ
Comentário · há 11 anos
1. Como sou sócia de escritório, servidora pública federal aposentada e professora de Direito em instituição pública, e, portanto, atuante em frentes jurídicas diversas, manifesto total repúdio a esses “profissionais da indústria das ações” - não só os advogados, sabemos - que exploram a carência, a hipossuficiência econômica-social, a pouca ou nenhuma educação de cidadãos brasileiros, pobres, trabalhadores, há muito “negligenciados” pelos seus governos locais e federal.

2. Porém, quando se trata da representação jurídica em questões de direitos humanos, direito à vida, à saúde, à educação e ao trabalho (incluindo as questões previdenciárias), o Código de Ética, especialmente, se soma e se submete aos termos da
Constituição Brasileira, e, nesse sentido, nossa “missão” se assemelha à dos médicos e educadores, chegando a se equiparar a um sacerdócio. A advocacia não é uma profissão “comum”: pode construir ou destruir direitos.

3. Por outro lado - como advogado é pessoa, tem que sustentar a si e sua família, que merece e deve ser remunerada dignamente, é necessário arejar e modernizar sua atuação e sua relação nas diversas áreas.

4. Daí, a importância de ser levantada a discussão dos níveis de cobrança e pagamento das verbas honorárias, agora, já, imediatamente, para esclarecer o futuro dos profissionais. Cabe a direção da OAB tal iniciativa - creio que tenha consciência, de não ingerir tão somente na defesa dos seus profissionais em “denúncia” específica.

5. Aos prezados colegas que se manifestaram em favor de que a “cobrança de honorários” deva ser livre, em nome da autonomia contratual, alerto que o exercício da nossa profissão, em qualquer de suas “especialidades”, isto, segundo a ética, vai muito além da tal natureza contratual nas relações com nossos “clientes”.

6. Notem que, querendo ou não, segundo os ditos populares, advogados são considerados “caras espertos”, mas, com o tipo de evento e publicidade dessa matéria jornalística, bem como, outros casos que se tem notícia, serão taxados de malandros e até de estelionatários, num desprestígio à toda a classe.

7. Daí, a importância de ser levantada a discussão dos níveis de cobrança, casos de cobrança abusiva e formas de pagamento das verbas honorárias, agora, já, imediatamente, para esclarecer o futuro dos profissionais. Repito, cabe a Ordem agir preventivamente, não só quando na defesa dos seus profissionais em “denúncia” específica!

8. No que refere a cobrança de honorários de advogado, concordo com aqueles que se manifestaram para que os dirigentes da OAB, que ora se manifestam exclusivamente para afirmar, em síntese, que nem todos os advogados são desonestos e que “defendem uma rigorosa e profunda investigação, para a punição dos profissionais e eventualmente envolvidos”, passem a enxergar e tratar a advocacia como atividade de mercado, e deixem que as regras a ele inerentes sejam aplicadas, mas, entendo que, desde que seu exercício não fira a ética, a moral, conjugadas aos princípios constitucionais.

9. Quanto à reportagem, como sempre acontece na TV Globo na maioria de suas manchetes jornalísticas, é rasa, joga o problema no ar, mas não se aprofunda nas questões recorrentes, passa ao largo do cerne do problema - no caso, aposentadorias e pensões e a crise previdenciária, problemas de gestão do INSS... que levam o cidadão ao desespero e certos profissionais, entre eles certos advogados, a se aproveitarem, indevidamente, como ilustra a matéria editada no “Fantástico” de 25/01/2015, dessa situação absurda do trabalhador rural brasileiro.

10. Considero muito interessante a indicação do assinante Wagner Francesco, o livro do Michael Sandel - "Justiça: O que é fazer a coisa certa?", para reflexão.

11. Por fim, “(...) é muito difícil você vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.” – conforme nos ensinou o querido brasileiríssimo Ariano Suassuna, advogado, professor e escritor.

12. Espero, especialmente os meus colegas advogados, todos reflitamos sobre o juramento que fizemos para o exercício profissional, pois, muito mais que isso, há o compromisso humano de representar pela dignidade, pela justiça e por um Brasil melhor.
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